Longchamp desperta sob um céu que se torna um braseiro. Na Project X Paris, já sabemos o que promete este solstício parisiense: três dias que vão marcar. Nos dias 26, 27 e 28 de junho de 2026, Solidays reacende seu fogo sagrado no gramado do Hipódromo.
Três dias, uma causa, um forno parisiense: Solidays volta em junho de 2026.
Solidays 2026 em resumo
Datas: sexta-feira 26, sábado 27 e domingo 28 de junho de 2026
Local: Hipódromo Paris-Longchamp
Headliners: Orelsan, GIMS, Bigflo & Oli, Zara Larsson, Major Lazer
Pass 3 dias: a partir de 39 €, até 159 € conforme faixa
Causa: festival solidário organizado pela Solidarité Sida desde 1999
Três dias, três ambientes: o que esperar da edição 2026
Sexta-feira 26 abre a reta final. GIMS assume o palco principal como headliner, apoiado por Ino Casablanca, La Mano 1.9 e o techno-relâmpago Nico Moreno. O tom é dado já na primeira noite: Solidays 2026 não quer consenso, quer a deflagração.
Sábado 27, o cartaz muda de ângulo. A sueca Zara Larsson apresenta seu pop internacional antes que Bigflo & Oli encerrem a noite como irmãos ligados à cena hexagonal. Entre eles, Luiza e La Rvfleuze estabelecem um palco francês que não tem mais nada a provar.
Domingo 28, brasa e apoteose. Orelsan fecha a edição 2026 como headliner de encerramento, após uma passagem ao vivo da banda Mosimann e uma escalada de tensão assinada por L2B. Três noites, três climas — uma mesma linha ardente.
Entre rap francês e deflagração eletrônica: o cartaz que impõe respeito
O cartaz 2026 do Solidays não se lê como uma lista — lê-se como um mapa de intensidades. O rap FR ergue sua muralha: Orelsan, GIMS, Bigflo & Oli como headliners, Josman, Vald, La Mano 1.9, Guy2Bezbar e Helena como apoio. Um line-up que reúne em três dias o que outros festivais hexagonais levam uma temporada inteira para juntar.
Contra esse muro, uma ofensiva eletrônica que não fica atrás. Nina Kraviz, Amelie Lens, I Hate Models, Vladimir Cauchemar, Todiefor, Nico Moreno — quem acompanha a techno contemporânea sabe o que esses nomes alinhados num mesmo cartaz significam.
Acrescentam-se Zara Larsson, Major Lazer, Suzane, Skip The Use, Yael Naim e Zaho — compondo um raio-x da música popular de 2026 traçado em 48 horas. Solidays não é nicho — é mapa estratégico.
Por que Solidays continua sendo o festival parisiense que não se parece com nenhum outro?
Porque Solidays não nasceu do negócio. Solidarité Sida criou o festival em 1999, num contexto em que a luta contra o HIV precisava de um som. Vinte e sete anos depois, o DNA está intacto — cada ingresso financia programas de prevenção e acesso a cuidados.
Porque o Hipódromo de Longchamp é uma joia que não engana. O gramado XXL, o skyline parisiense ao longe, as tendas que se erguem como um acampamento improvisado — Solidays mantém uma aspereza que parques polidos jamais poderão imitar.
Porque o público sabe por que vem. Não se vai ao Solidays para marcar uma caixa comercial — vai-se para três dias de música, engajamento e calor humano, nessa ordem, nunca negociável.
Você sabia?
Desde 1999, Solidays doa seus lucros para a associação Solidarité Sida. Cada pass comprado financia diretamente programas de prevenção, acesso a cuidados e apoio a pessoas vivendo com HIV, na França e internacionalmente. Ir ao Solidays é fazer parte da equação.
Vibe check: o resumo do Solidays 2025, para entender o que espera Longchamp em junho próximo.
Bilheteria, pass, acesso Solidays 2026: prepare seu fim de semana sem perder o timing
O pass 3 dias Solidays 2026 começa em 39 € e sobe até 159 € conforme a faixa e o momento da compra. As primeiras ondas são as mais suaves — quanto mais se espera, menor a margem. Este é o conselho que repetimos todo ano e que ninguém realmente segue.
Para um dia único, os ingressos começam em torno de 59 € na tarifa fã, 64 € na tarifa padrão e 69 € na tarifa late. O Pass Culture continua elegível para os públicos que o possuem — uma alavanca preciosa para não deixar o acesso à cultura depender de um obstáculo financeiro.
Quanto ao acesso, o Hipódromo Paris-Longchamp é facilmente alcançado de metrô (linha 10, estação Porte d'Auteuil, depois ônibus shuttle) ou de bicicleta ao longo do Bois de Boulogne. A sexta-feira à noite chega rápido — é melhor antecipar o look, os ingressos e a logística.
LONGCHAMP VAI QUEIMAR
Três dias, um cartaz que esquenta mais que o solstício, uma causa que dá ao braseiro seu verdadeiro sentido. Solidays 2026 não começa em junho — começa no dia em que bloqueamos as datas. A contagem regressiva começou.