O mês em resumo
- 11 de julho — Las Vegas: Max Holloway derruba Conor McGregor na T-Mobile Arena
- Lado azul: Benoît Saint Denis perde para Paddy Pimblett
- 18 de julho — Oklahoma City: Dricus du Plessis domina Kamaru Usman
- Cena FR: a AEC planta sua jaula nas arenas de Fréjus, Hexagone MMA mira Orange
- Acompanhe: o UFC desembarca em Abu Dhabi neste fim de semana
Las Vegas, 11 de julho: McGregor cai, Holloway brilha
Esperava-se um evento. Tivemos uma virada. Na T-Mobile Arena, Conor McGregor voltou ao octógono após uma longa ausência, contra o metrônomo mais regular de sua geração. Do outro lado, Max Holloway não vacilou. Volume de golpes fora do comum, jab incessante, pressão inteligente: o havaiano tocou sua partitura sem errar uma nota.
A ferrugem de McGregor ficou evidente nos primeiros golpes. O timing não estava lá, as pernas também não. E quando o joelho do irlandês cedeu no primeiro round, o árbitro parou a luta — um TKO, ou seja, uma parada antes do limite. Fim da noite para a estrela. Holloway, por sua vez, saiu com a única coisa que importa neste esporte: a mão levantada. O chefe da divisão não entregou as chaves.

Benoît Saint Denis, a noite que dói para os Bleus
Há derrotas que não diminuem o respeito. Benoît Saint Denis, o soldado do MMA francês, entrou na jaula contra o britânico Paddy Pimblett sem recuar um passo. O francês avançou, aguentou, respondeu — mas o britânico aguentou a distância e retomou o controle quando necessário. No fim da noite, Pimblett venceu.
Na Project X Paris, acompanhamos BSD desde o começo, e uma coisa não muda: esse cara nunca trapaceia. Ele perde de armas na mão, como sempre. Na mesma noite, Mario Bautista venceu Cory Sandhagen por pontos na categoria dos pesos galos — a categoria dos lutadores mais leves e rápidos — após uma batalha apertada decidida pelos três juízes. Um card intenso, um Bleu que cai de pé: o tipo de noite que não se esquece.

Oklahoma, 18 de julho: Du Plessis avança, Usman cai lesionado
Uma semana depois, rumo ao Paycom Center. Dricus du Plessis, o campeão sul-africano dos pesos médios, enfrentou Kamaru Usman, ex-rei da categoria inferior que subiu para desafiar um peso maior. No papel, um choque de gerações. Na jaula, uma demonstração. Pressão constante, cotoveladas, joelhadas, condicionamento de ferro: Du Plessis impôs seu ritmo e nunca deixou Usman estabelecer sua luta.
Veredito dos juízes: vitória ampla e unânime para o sul-africano. Soube-se depois que Usman lutou com uma ruptura no peitoral — o que explica a ausência de luta corpo a corpo, sem diminuir o domínio de seu algoz. Mais cedo na noite, Christian Leroy Duncan fez uma bela despedida contra o veterano Jared Cannonier. Du Plessis, por sua vez, reforça ainda mais seu status de chefe da divisão.
De Fréjus às arenas de verão: a França do MMA toma o cenário
O melhor plano geral do mês é francês. Em 4 de julho, a AEC MMA plantou sua jaula nas arenas de Fréjus — um anfiteatro romano transformado em arena de combate a céu aberto, gladiadores modernos sob as estrelas. A imagem fala por si: o MMA tricolor não se esconde mais, escolhe os mais belos palcos do país para contar sua história.
E não para por aí. Hexagone MMA, a maior liga da França, prepara seu grande choque de verão no Théâtre Antique d'Orange no início de agosto. Pedras milenares, uma jaula no meio, um público em ebulição: a cena francesa entendeu que o cenário faz parte do show. Aqui, essa energia bruta, essa mistura de patrimônio e cultura urbana, é exatamente para isso que vibramos.
Você sabia?
Fazer lutar em um anfiteatro romano não é só uma bela foto. É uma mensagem: o combate tem dois mil anos de história neste solo, e o MMA moderno se insere nessa linhagem. Fréjus, Orange... a França transforma seus monumentos em arenas por uma noite — e faz do gala de luta um evento cultural tanto quanto esportivo.
Look de jaula
O MMA e o streetwear compartilham o mesmo terreno: a rua, a disciplina, a atitude. A caminhada para a jaula é um desfile — capuz abaixado, silhueta densa, mentalidade exibida antes do primeiro golpe. Dos lutadores de Las Vegas às arenas de Fréjus, o guarda-roupa do fighter e o do asfalto parisiense contam a mesma história: cortes amplos, materiais que aguentam o tranco, um estilo que fala sem uma palavra. Na Project X Paris, essa energia, vestimos no dia a dia.
JULHO DEU O TOM
Uma estrela derrubada, um Bleu que cai de pé, um campeão que reforça seu reinado e uma França do combate que escolhe os mais belos cenários do país. O MMA nunca pareceu tanto um blockbuster — e estamos na primeira fila.
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