O Meeting of Styles Paimpol em resumo
- Datas : 21-23 de agosto de 2026, quarta edição
- Local : Paimpol (Côtes-d'Armor), vila do festival no cais Loti
- Line-up 2026 : cerca de 72 artistas esperados, 26 países representados
- ️ Desde 2023 : mais de 215 writers, 37 nacionalidades passaram pelas paredes
- Organização : coletivo TSFcrew com a associação D6 Project
Única etapa francesa: por que Paimpol pesa na rede mundial
O Meeting of Styles não é mais um festival. Nascido na Alemanha em 1997, o evento espalhou-se por cerca de trinta países, tecendo uma rede onde os writers se cruzam de um continente a outro. A França não tinha uma porta de entrada. Desde 2023, essa porta chama-se Paimpol.
Uma cidade de 7.000 habitantes como único elo francês de um circuito planetário: o contraste é o tempero do negócio. Aqui, não há metrópole nem terreno baldio anônimo. O graffiti pinta-se nas paredes de prédios habitados, muitas vezes fornecidos pela Terres d'Armor Habitat, a poucos metros das janelas e dos transeuntes.
A coordenação cabe ao TSFcrew, coletivo bretão com mais de trinta anos de experiência com spray, apoiado pela associação D6 Project. A seleção passa pela plataforma mundial do Meeting of Styles — frequentemente mais de 1.000 candidaturas — antes de uma arbitragem local que visa a diversidade de nacionalidades, estilos e gêneros. Os confirmados primeiro, mas a porta permanece aberta aos talentos locais.

De Berlim à baleia, o legado de três edições
Três verões, três camadas. A primeira edição, em agosto de 2023, transformou a cidade numa galeria a céu aberto e atraiu mais de 2.500 visitantes. Em 2024, a máquina acelera: cerca de 72 artistas, aproximadamente 2.000 m² de paredes pintadas distribuídas por quatro bairros. Em 2025, cerca de cinquenta writers vindos de dezessete países e mais prolongam o mural urbano.
Algumas obras tornam-se marcos. A baleia de Goas Plat impôs-se como um marcador local, preservada enquanto outras paredes são cobertas. Champ de Foire, passeio do Quinic, Lanvignec, rua Marcel-Cachin: os bairros transformaram-se em spots, recentemente mapeados por um app dedicado que até guarda o rasto das obras apagadas.
Você sabia?
Uma edição também se conta em litros e em sprays. O Meeting of Styles Paimpol mobiliza cerca de 2.500 sprays e 400 litros de acrílico — biológico sempre que possível — suportados por cerca de cinquenta voluntários. A cor aqui tem peso.
Edição 2026: as paredes, os artistas e a vila do cais Loti
A quarta edição está confirmada de 21 a 23 de agosto de 2026, com sua vila de festival instalada no cais Loti. O programa mantém sua espinha dorsal: pintura ao vivo, em condições reais, em cerca de quinze a vinte paredes — novas frescas e coberturas misturadas.
Ao redor dos andaimes, a cidade ganha vida. Concertos e DJ sets de hip-hop, espetáculos de rua, oficinas de graffiti, passeios culturais pelos bairros: o Meeting of Styles evoluiu de um festival puramente de writers para um evento mais familiar, aberto à música, ao teatro ao vivo, ao vídeo mapping. O chamado 2026 também visa talentos locais do graffiti, circo e cena.
Quanto ao line-up, cerca de 72 artistas de 26 países são esperados — dos Estados Unidos ao Chile passando pelo Egito. A programação parcial já cita nomes como Ivo.Sko, LOST.OPTICS, Pavel Jones, Dyre, FIBZ, JahOne ou Remi Cierco. O respeito pela história marítima de Paimpol e seus habitantes permanece a única restrição: sem tema imposto, mas com um quadro assumido.
Imperdível: a atmosfera de uma edição, dos primeiros traços à parede finalizada.
Por que as frescas desaparecem de um ano para o outro?
É a pergunta que incomoda os novatos e que define o festival. Em 2025, quase 80% das frescas foram cobertas. Destruir para criar: o paradoxo é assumido. A cidade não pode saturar, e a parede em branco faz parte do jogo.
Na Project X Paris, interpretamos essa rotação pelo que ela é: o próprio DNA do graffiti. A obra não é um objeto para conservar sob vidro, é um gesto datado, condenado a deixar sua pele para a próxima. A parede muda, como o palco que a fez nascer.
Resta um legado que não se apaga: o app e o site do Meeting of Styles France arquivam as obras cobertas, com artistas e informações. A memória substitui a conservação. A parede volta a ficar branca, mas nada se perde realmente — e é aí que Paimpol encontrou sua assinatura.
PAIMPOL MUDA NOVAMENTE
As paredes vão perder a pele do ano passado para vestir uma nova, durante um fim de semana de agosto. Nada dura, tudo se reescreve: a contagem regressiva para a próxima camada já começou.
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