Marty Supreme: o filme que transforma seu marketing em movimento cultural mundial
Sumário
- Marty Supreme: uma sinopse entre ambição, obsessão e ascensão
- A jaqueta Marty Supreme: quando o merchandising se torna uma peça icônica
- A24 x Nahmias: a colaboração como motor de legitimidade
- EsDeeKid x Timothée Chalamet - 4 Raws Remix: quando a música se torna uma arma de marketing
- A esfera de Las Vegas: dominar a imagem global
- Timothée Chalamet: encarnar o universo em vez de vendê-lo
- Marty Supreme ou a nova definição do marketing cultural
- Por que o fenômeno Marty Supreme fala conosco como marca streetwear
- Bônus: entender Timothée Chalamet além do fenômeno
Em 2026, um filme não se limita mais a estrear nos cinemas. Ele precisa se impor nas ruas, nas redes sociais e na cultura antes mesmo de ser exibido. Marty Supreme entendeu isso com uma precisão impressionante. Produzido pela A24 e estrelado por Timothée Chalamet, o longa-metragem se transformou em um fenômeno mundial antes mesmo do público descobrir a primeira cena.
O que está em jogo aqui vai muito além do cinema. Estamos testemunhando uma mudança: o marketing de filmes adota os códigos do streetwear, do drop e da desejabilidade cultural.
Marty Supreme: uma sinopse entre ambição, obsessão e ascensão
Antes de falar de marketing, é preciso entender o universo.
Marty Supreme conta a ascensão meteórica de um prodígio do tênis de mesa na Nova York dos anos 50. Marty é jovem, talentoso, movido por uma busca insaciável por reconhecimento e disposto a tudo para se impor em um meio onde o esporte se mistura com a mídia, ambições pessoais e jogos de poder.
Não é um biopic esportivo clássico. É um mergulho na obsessão pelo sucesso, uma exploração do que realmente custa o triunfo quando se é impulsionado pelos próprios demônios. A estética retrô do filme, sua tensão narrativa e seu estilo visual trabalhado fazem dele uma obra que ressoa em nossa época, onde ambição, looks e personalidade se tornam marcadores culturais poderosos.

A jaqueta Marty Supreme: quando o merchandising se torna uma peça icônica
Tudo começa com uma jaqueta.
Pensada em colaboração com o selo Nahmias, a jaqueta Marty Supreme não parece um simples produto derivado. Com seu logo bold e suas três estrelas laranja, ela impõe uma identidade visual forte. Pensada como uma peça streetwear completa, ela se insere em nossa cultura como um marcador simbólico muito antes do lançamento do filme.
Vendida por cerca de 300 euros em pop-ups exclusivos, ela desaparece dos estoques em poucos minutos. Muito rapidamente, aparece nas plataformas de revenda com preços multiplicados. Não é apenas uma roupa: é um objeto de desejo, um sinal de pertencimento a um momento cultural.
A raridade gera desejo. O desejo alimenta a conversa. E essa conversa instala o mito antes mesmo do público descobrir a obra.

A24 x Nahmias: a colaboração como motor de legitimidade
Se a jaqueta funciona, é porque a colaboração é credível.
Em nosso universo, uma colaboração só pode existir se respeitar os dois mundos que ela reúne. Ao se associar à Nahmias, a A24 não apenas pega os códigos do streetwear. O estúdio os entende e os valoriza.
A peça não parece marketing. Parece autêntica. Poderia existir independentemente do filme. E é exatamente isso que transforma uma campanha promocional em fenômeno cultural.
EsDeeKid x Timothée Chalamet - 4 Raws Remix: quando a música se torna uma arma de marketing
Depois vem o movimento mais inesperado.
No dia 19 de novembro, Timothée Chalamet aparece ao lado do rapper britânico EsDeeKid no clipe do 4 Raws Remix. Há vários meses, um rumor alimentado pelos fãs crescia nas redes: o ator e o rapper mascarado seriam a mesma pessoa. Mesmo olhar, mesma silhueta, mesma aura misteriosa. A teoria se tornou viral.
EsDeeKid, nomeado revelação do ano de 2024 pela Pitchfork e impulsionado pelo álbum Rebel em 2025, já encarnava uma nova figura do rap britânico. Seu single Phantom acumulava mais de 120 milhões de streams em seis meses. O rumor Chalamet/EsDeeKid ampliou sua exposição, borrando voluntariamente as fronteiras entre ficção e realidade.
O clipe acaba com o mito. Os dois artistas aparecem lado a lado. Chalamet faz um verso sobre uma produção que mistura cloud, drill e trap inglesa, com sonoridades próximas a Playboi Carti. Ele cita Kylie Jenner, seu status na cultura pop e, principalmente, seu novo filme Marty Supreme.
Esse momento é estratégico.
Não é um ator testando o rap. É um universo que se expande para outra disciplina cultural. A música se torna um canal de promoção orgânica. O buzz, inicialmente criado pelos fãs, é integrado à narrativa global.
O rumor alimenta a atenção.
O clipe oficializa o momento.
A música prolonga a visibilidade do filme.
Não se fala mais em promoção clássica. Fala-se em infiltração cultural.
A esfera de Las Vegas: dominar a imagem global
Outro momento chave da campanha: a ativação na Sphere de Las Vegas.
Transformar essa estrutura monumental em uma bola de pingue-pongue gigante nas cores de Marty Supreme é entender que o espaço urbano se tornou uma tela global. A instalação não busca apenas impressionar. Ela é pensada para ser capturada, compartilhada, comentada.
Hoje, uma ativação bem-sucedida é uma ativação que circula. Cada vídeo postado amplifica o impacto. Cada imagem repostada prolonga a narrativa. O cenário vira conteúdo. O conteúdo vira marketing.

Timothée Chalamet: encarnar o universo em vez de vendê-lo
Nessa estratégia, Timothée Chalamet desempenha um papel central.
Ao vestir a jaqueta, aparecer em conteúdos semi-espontâneos e explorar a música, ele não dá a impressão de estar fazendo uma turnê promocional clássica. Ele prolonga o universo do filme na realidade. A nova geração reage aos sinais culturais, não aos slogans. Quando uma peça ou uma música circula no Instagram e TikTok, quando é validada por uma figura influente, ela ganha um forte valor simbólico.
A jaqueta e o som se tornam marcadores. Usá-los ou compartilhá-los é pertencer ao momento.

Marty Supreme ou a nova definição do marketing cultural
Marty Supreme demonstra uma coisa essencial: o filme não é mais o ponto de partida. O universo é.
Moda, música, rumor, ativação urbana. Cada elemento constrói uma camada adicional em torno do projeto. O público não espera mais passivamente um lançamento. Ele participa da construção do fenômeno.
A cultura não se consome mais. Ela se veste, se escuta, se compartilha.
E se o cinema adota os códigos do streetwear hoje, não é por acaso. A rua sempre foi o laboratório das tendências. O drop, a raridade, a colaboração e a autenticidade percebida se tornaram os novos pilares da desejabilidade.
Marty Supreme não lança apenas um filme. Lança um movimento.
E em 2025, aqueles que entendem como criar esse tipo de movimento mudam o jogo.

Por que o fenômeno Marty Supreme fala conosco como marca streetwear
Se Marty Supreme nos chama tanta atenção, não é por acaso. Nos reconhecemos nessa maneira de criar um movimento antes mesmo de lançar o produto.
Desde nosso nascimento, construímos Project X Paris em torno de um princípio simples: a cultura não se vende, ela se vive. O filme aplica exatamente essa lógica. Ele não apenas comunica, ele se ancora na música, na rua, nas conversas. É precisamente o terreno em que atuamos desde o primeiro dia.
Hoje somos a marca streetwear com uma das dinâmicas mais fortes de colaborações rap e hip-hop, na França e internacionalmente. De Ninho a Kalash, de Kaaris a Kodes, até Gunna, French Montana ou Jason Derulo, sempre escolhemos trabalhar com artistas que encarnam sua época. Não para fazer barulho. Para criar coerência cultural.
Quando Timothée Chalamet aparece em um remix drill UK para prolongar o universo de Marty Supreme, entendemos imediatamente a estratégia. A música não é um canal de marketing. É um pilar identitário. E é exatamente assim que construímos nossas coleções e campanhas.
Também conhecemos os golpes de comunicação virais. Entre colaborações fortes e operações que mobilizam nossas comunidades, sabemos que um drop só funciona se estiver conectado a uma cultura verdadeira. A viralidade não se decreta. Ela se merece.
O esporte, outro pilar central do filme, também faz parte do nosso DNA. Superação, ambição, ascensão são valores que definem tanto Marty Supreme quanto Project X Paris. Atletas do mundo todo adotaram e validaram a marca: Neymar Jr., Lamine Yamal, Pedri nos campos de futebol, Patrick Habirora no octógono MMA, e Norman Powell, All-Star 2026 e jogador destaque do Miami Heat, visto várias vezes antes dos jogos da NBA com nossas peças streetwear.
Essa ligação entre performance e estilo é fundamental. Rua, esporte, música e moda. São os pilares que constroem uma cultura. Marty Supreme os reúne em um projeto cinematográfico. Nós os encarnamos em nossas coleções streetwear.
Este filme não fala apenas de ascensão. Fala de imagem, influência, validação cultural. Mostra como um universo pode se impor antes mesmo de ser consumido. É uma mecânica que conhecemos. Porque a vivemos.
Mudar o jogo não é seguir a cultura. É participar de sua construção.
E nesse terreno, estamos em casa!
Bônus: entender Timothée Chalamet além do fenômeno
Para compreender plenamente o impacto de Marty Supreme, é preciso também entender o homem por trás do papel.
Timothée Chalamet não é apenas uma estrela de Hollywood. É uma figura geracional. Um ator que navega entre o cinema independente e a cultura mainstream, entre moda, música e performance artística. Sua trajetória explica em grande parte por que este projeto vai além do simples âmbito de um filme.
Para quem quer ir mais fundo, recomendamos o vídeo do Sofyan que revisita a vida e a carreira de Timothée Chalamet. Sua análise permite entender melhor sua evolução, sua relação com a cultura pop e como ele se impôs como um rosto indispensável de sua geração.
Entender sua trajetória é também entender por que Marty Supreme não poderia ser uma campanha clássica.
Deixamos você descobrir este vídeo abaixo para aprofundar o tema e mergulhar ainda mais no universo do ator.