Sexta à noite, a LDLC Arena prende a respiração. Doze mil vozes prontas para incendiar a sala por um único homem: Paul Dena, o finalizador que toda Lyon quer consagrar. Mas em 98 segundos, Anzor Baybatyrov virou o incêndio — e fez uma arena inteira ficar em silêncio.
Anzor Baybatyrov encerra três anos de rivalidade contra Paul Dena, LDLC Arena, 12 de junho de 2026.
A noite em resumo
Data : sexta-feira, 12 de junho de 2026
Local : LDLC Arena, Lyon-Décines — cerca de 12.000 espectadores
Main event : Anzor Baybatyrov vence Paul Dena, KO no 1º round (1:38)
Co-main : Samba Sima vence Leonardo de Oliveira, TKO no 1º round (3:46)
Transmissão : RMC Sport, Twitch para os preliminares
98 segundos: a explosão que encerrou três anos de rivalidade
A entrada de Anzor Baybatyrov foi recebida com vaias. A sala estava a favor de Paul Denis Navero, também conhecido como Paul Dena, o queridinho da noite. Ninguém viu a faísca chegando.
Ela veio de um low kick interno na perna direita. Dena vacilou, desequilibrado. Anzor não esperou: gancho duplo, direita e depois esquerda, e o finalizador de Lyon caiu.
O seguimento no chão foi imediato. O árbitro Christophe Chapuis parou a luta em 1:38 do primeiro round. Um curto estalo, apenas um, e o incêndio explodiu no sentido errado para Lyon.
O veredito foi pesado de significado. Paul Dena sofreu a primeira derrota de sua carreira profissional e passou de 3-0 para 3-1. Do outro lado, Anzor sobe para 7-2 e assina um dos KOs mais limpos do ano na França.
O momento exato: o KO de Anzor sobre Dena, visto pela RMC Sport Combat.
Das vaias ao respeito: a noite em que Anzor virou Lyon
O forno congelou de repente. Uma sala inteira, de pé para Dena, caiu no silêncio em menos de dois minutos. O choque, tanto quanto o KO.
Depois Anzor pegou o microfone. Não para provocar, mas para desarmar. Ele falou para aqueles que o haviam vaiado na entrada.
"Eu sei que todos vocês estão contra mim, mas não importa, eu ainda amo vocês! [...] Eu representarei a França!"
— Anzor Baybatyrov, após sua vitória
Os dois homens se abraçaram no centro da jaula. Três anos de tensão apagados com um gesto. Anzor entrou como inimigo público; saiu sob aplausos.
Você sabia?
A rivalidade remonta a 2023 e a um confronto nascido na esfera IbraTV / YFC. Nem tudo estava resolvido antes da luta: Anzor perdeu o peso por 400 gramas na pesagem, forçando um duelo em catchweight em torno de 64 kg — uma categoria de peso negociada fora dos padrões oficiais.
Sima, Azizoun, Ozturk: o card que manteve o fogo aceso
Antes da explosão final, o co-main já havia esquentado a sala. Samba Sima, prospecto francês de 22 anos, teve sustos no chão contra Leonardo de Oliveira. Ele terminou forte.
TKO por golpes em 3:46 do primeiro round, recorde elevado para 4-0, e um cinturão reivindicado com o microfone na mão. Sima avança rápido, e ele sabe disso.
O restante do card alimentou a noite sem pausas. Anas Azizoun finalizou Youssouf Ouattara por estrangulamento pelas costas no 2º round (4:38). Muhammed-Fatih Ozturk despachou Nezar Bahaji por KO/TKO já no primeiro round (2:06).
Damien Lapilus venceu Ryan Eren Agbo por pontos, em um estilo mais luta do que espetáculo. Decisões unânimes também para Allan Landouzy e Malik Bendaho, finalizações rápidas assinadas por Nessim Khettou e Tamerlan Albiekov. A única sombra: a luta feminina Grandjean - Aschenbrenner, cancelada por motivo médico.
E agora? Orange, Paris e o futuro do Hexagone MMA
A máquina não desacelera. Hexagone MMA, número um da disciplina na França, encadeia eventos e enche arenas. Lyon foi apenas uma etapa.
Próximo evento no Théâtre Antique de Orange em agosto, em um cenário ao ar livre. Depois a final do torneio lightweight com prêmio de 100.000 euros, esperada em Paris em setembro.
Resta a pergunta que já queima as redes sociais. Dena vai se reerguer após essa primeira derrota? E Anzor, agora respeitado, saberá transformar essa surpresa em uma ascensão duradoura? A reprise roda em loop na RMC Sport, a resposta será escrita na jaula.
O INCÊNDIO TROCOU DE LADO
Lyon acendeu seu fogo para um único homem. Anzor o virou, encerrou três anos de tensão com um curto estalo, e saiu da jaula sob aplausos. O incêndio não está apagado: Orange, depois Paris, o próximo capítulo já está sendo escrito.