France-Maroc (2-0) : les Bleus en demie, le débrief
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3 mín Thomas

França-Marrocos (2-0): os Bleus na semifinal, o resumo

Um muro marroquino, um pênalti perdido, depois dois relâmpagos. França 2-0 Marrocos: os Bleus abriram o bloqueio na hora do jogo e avançam para a semifinal. Retorno a um quarto de final dominado, jogador por jogador.

Mbappé e Dembélé desbloquearam uma partida que esteve fechada por muito tempo.

Resumo breve

  • Data : quinta-feira, 9 de julho de 2026
  • Estádio : Gillette Stadium, Foxborough (Boston)
  • Placar : França 2-0 Marrocos
  • Goleadores : Mbappé (60º), Dembélé (66º)
  • Homem do jogo : Manu Koné
  • Próximo : semifinal em 14 de julho em Dallas

Um bloqueio marroquino, depois a virada

O Marrocos veio a Boston com um plano claro: fechar a loja. Bloco baixo, linhas apertadas, um 4-2-3-1 organizado atrás do seu portador de água. Por um tempo, o plano funcionou.

A França quase abriu o bloqueio já no 28º minuto: pênalti conquistado, pênalti perdido por Mbappé. Bounou defende, a dúvida se instala. Os Bleus pressionam, mas esbarram em um muro disciplinado e em um goleiro marroquino em chamas — seis defesas no total para ele.

E então a hora do jogo mudou tudo. No 60º, Mbappé recebe pela esquerda, se vira e curva uma finalização no canto oposto da rede. Uma joia. Seis minutos depois, Dembélé marca o segundo com um chute preciso fora do alcance de Bounou. Em quinze minutos, o jogo virou.

A dominação francesa não admite discussão: 22 chutes a 5, e um xG de 3,04 contra 0,14 — esse indicador que mede o perigo real das chances diz tudo sobre um jogo unilateral. O Marrocos quase nunca ameaçou os Bleus.

O resumo de França 2-0 Marrocos, assinado pela Brut.

Manu Koné, o chefe surpresa do meio-campo

Ele é o homem do jogo. Escalado para compensar a lesão de Tchouaméni, Manu Koné fez um recital: dominante fisicamente, presente em cada duelo, com uma nota de 7,5, a melhor dos Bleus. Um chefe imposto pela força no coração do jogo.

Ao seu lado, Adrien Rabiot (6,5) trouxe inteligência e leitura. Onde Koné quebra as linhas, Rabiot temporiza, reposiciona, assegura. O duplo pivô dos Bleus nunca vacilou diante das tentativas de contra-ataque marroquino. Um equilíbrio perfeito entre músculo e cérebro.

O olhar do Le radar

Na Project X Paris, vivemos essas noites no ritmo da rua: as esplanadas explodindo no gol de Mbappé, as camisas reaparecendo, o trânsito buzinando. Uma geração de craques que leva o futebol francês ao topo, é nossa cultura em estado puro. E isso, acompanhamos de perto.

Mbappé e Dembélé: os craques respondem presentes

Kylian Mbappé (7) poderia ter passado em branco após perder o pênalti. Fez o contrário. Um chute curvado perfeito, a frieza dos grandes, e ele está decisivo pela oitava vez nesta Copa. O capitão não vacila quando importa.

Ousmane Dembélé (6) primeiro fervilhou, buscando seu duelo, irritado por sua falta de impacto. Depois surgiu no momento certo: um chute cirúrgico para matar o jogo. A marca dos jogadores que pesam, mesmo nas noites difíceis.

Ao redor deles, Didier Deschamps tentou uma aposta: lançar Désiré Doué na ala esquerda no lugar de Barcola, com Michael Olise para animar o lado direito. Velocidade, drible, juventude: a profundidade do banco francês é de tirar o fôlego.

Na retaguarda, um muro azul — e rumo a Dallas

O clean sheet não é por acaso. À frente de Mike Maignan, solicitado apenas uma vez na noite, a dupla Saliba-Upamecano trancou o eixo. Upamecano, principalmente, dominou seus duelos com sua presença física. Nas laterais, Koundé e Digne seguraram a fortaleza sem se expor.

Resultado: a França avança para a semifinal, na terça-feira, 14 de julho, no AT&T Stadium em Arlington, perto de Dallas. Do outro lado, o vencedor de Espanha-Bélgica. Seria a terceira semifinal consecutiva dos Bleus no cenário mundial. Uma constância de campeões. O troféu está a apenas dois passos.

Domínio total

Um bloqueio aberto, um homem do jogo surpresa, um capitão que responde presente: os Bleus venceram em Boston sem vacilar. Próxima parada, Dallas. O sonho continua, e não desistimos.

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