Resumo das semifinais
- ⚽ França 0-2 Espanha — terça-feira, 14 de julho, Dallas
- ⚽ Inglaterra 1-2 Argentina — quarta-feira, 15 de julho, Atlanta
- Final: Espanha - Argentina, domingo, 19 de julho às 21h00 (horário de Paris)
- ️ Estádio: MetLife Stadium, Nova York / New Jersey (mais de 80.000 lugares)
- Inédito: primeiro show de intervalo na história de uma final de Copa do Mundo
França-Espanha: a Roja apaga os Bleus, Deschamps sai pela porta dos fundos
Dallas, terça à noite. A França buscava uma terceira final consecutiva de Copa do Mundo. Ela nunca existiu nesta partida. A Espanha confiscou a bola nos primeiros minutos — e não a devolveu mais.
O cenário mudou aos 22 minutos. Lucas Digne derruba Lamine Yamal na área, Mikel Oyarzabal converte a penalidade sem hesitar. Oito minutos depois, novo golpe duro: William Saliba sai lesionado. Depois Pedro Porro conclui um movimento coletivo claro aos 58 minutos. 2-0, fim de jogo. Mbappé tentou, sozinho contra uma defesa que sofreu apenas um gol em sete jogos neste Mundial.
O símbolo está em outro lugar. Após quatorze anos de reinado, Didier Deschamps deixa o banco dos Bleus com esta eliminação. Sua constatação, dada ao microfone após o jogo, soa como uma confissão: "Fomos um degrau abaixo." Uma saída fria para o homem das duas estrelas.
Foco: os melhores momentos em vídeo
Os resumos oficiais das duas semifinais estão disponíveis na plataforma da FIFA: revise os melhores momentos no FIFA.com. O pênalti de Oyarzabal e a cabeçada de Lautaro Martinez valem a pena.
Inglaterra-Argentina: Messi vira tudo no tempo de compensação
Atlanta, quarta-feira. Um jogo fechado a sete chaves: nenhum chute no gol no primeiro tempo, três tentativas no total, cartões para ambos os lados. Então Anthony Gordon desbloqueia tudo aos 55 minutos. A Inglaterra segura sua final. Ela a segura até os 85 minutos.
É aí que a Argentina mostra seu roteiro característico. Enzo Fernandez empata com um chute de longe que faz o Mercedes-Benz Stadium tremer. E no tempo adicional, Lionel Messi coloca um cruzamento perfeito na cabeça de Lautaro Martinez. 2-1. A Albiceleste conquista sua quarta vitória consecutiva na base da luta, após prorrogações contra Cabo Verde, Egito e Suíça. Esta equipe se recusa a morrer — tornou-se sua marca registrada.
Na coletiva de imprensa, Lionel Scaloni não foi o técnico frio: "Não tenho palavras, é só emoção. É uma imensa alegria para o povo, o país, este grupo. [...] Esta camisa é merecida." Antes do jogo, Thomas Tuchel afastou o espectro de 1986 e da "mão de Deus" de Maradona: "Respeitamos nosso adversário, mas não mergulhamos em eventos históricos." A história, por sua vez, escolheu seu lado novamente.

Espanha-Argentina: a final que o planeta esperava
Encontro no domingo 19 de julho às 21h00, horário de Paris, no MetLife Stadium — renomeado New York New Jersey Stadium durante o Mundial. De um lado, uma Espanha campeã europeia em título, invicta em seus últimos quatorze jogos de grandes torneios, conduzida pelo metrônomo Rodri e pela insolência de Lamine Yamal, 19 anos. Do outro, uma Argentina detentora do título, que atravessa este Mundial como um thriller.
E no centro de tudo: Messi, 39 anos. Oito gols e duas assistências neste torneio. Vinte e um gols em Copa do Mundo, recorde absoluto. Primeiro jogador da história a ultrapassar dez contribuições decisivas em dois Mundiais consecutivos. Uma vitória no domingo faria dele o capitão de um quarto troféu maior consecutivo com a Albiceleste. Ninguém jamais fez isso.
O toque do destino: a Finalissima Espanha-Argentina, prevista para março passado, foi cancelada. O duelo Messi-Yamal que todos pediam será finalmente jogado no maior palco possível: uma final de Copa do Mundo.
Ingressos de ouro, show no intervalo: uma final fora do comum
Mais de 80.000 pessoas são esperadas no recinto de New Jersey, a poucos quilômetros de Manhattan. Os números da bilheteria são vertiginosos: de 2.030 dólares o lugar mais alto a quase 33.000 dólares na categoria 1 na bilheteria oficial. No mercado de revenda, o ingresso médio é negociado acima de 11.000 dólares. A final mais cara da história do futebol.
Outra primeira: a FIFA oferece a esta final um show de intervalo ao estilo Super Bowl, uma revolução para uma Copa do Mundo. No programa, um elenco surreal orquestrado por Chris Martin do Coldplay: Justin Bieber, Madonna, Shakira, BTS e Burna Boy, acompanhados pelo maestro Gustavo Dudamel.
Do lado dos bancos, o confronto se torna uma história de amizade. Luis de la Fuente havia anunciado antes mesmo da segunda semifinal: "Estou ansioso para enfrentar a Argentina por causa da amizade que me liga a Lionel Scaloni." Ele foi atendido. No domingo, os dois amigos farão um favor um ao outro: tentar quebrar o sonho do outro.
Você sabia?
Nunca uma final de Copa do Mundo incluiu um concerto no intervalo. O show de 19 de julho também é uma operação beneficente realizada com a Global Citizen: o objetivo é arrecadar 100 milhões de dólares para o acesso à educação e ao futebol das crianças no mundo.
Noventa minutos para a eternidade
A Espanha quer sua segunda estrela, a Argentina quer a quarta. Messi talvez jogue sua última partida em Copa do Mundo, Yamal disputa o primeiro grande encontro de uma carreira que promete ser imensa. Domingo à noite, Nova York decidirá.
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