Décédé il y a 10 mois, son coup de maître revient sur grand écran
Cinema
4 mín Thomas

Falecido há 10 meses, seu golpe de mestre retorna às telonas

Um pai que bate, uma mãe que aguenta, uma família à beira da ruptura. Este é o retrato que comoveu a Nova Zelândia em 1994, e cujo impacto nunca diminuiu. Em 2 de setembro, L'Âme des guerriers retorna ao cinema em versão restaurada.

Cartaz de L'Âme des guerriers, relançamento no cinema em versão restaurada

O drama cult de Lee Tamahori, de volta às telonas

O filme em resumo

  • Relançamento: 2 de setembro de 2026, versão restaurada (The Jokers)
  • Direção: Lee Tamahori, seu primeiro filme
  • História: uma família maori de Auckland, na Nova Zelândia
  • Prêmios: cerca de vinte prêmios, incluindo Veneza e Montreal 1994
  • ⏱️ Formato: 1h43, drama, proibido para menores de 16 anos

1994: o golpe que abalou um país inteiro

L'Âme des guerriers conta a história de uma família maori de Auckland que está à beira do colapso. O povo maori é o povo indígena da Nova Zelândia. Aqui, não há super-heróis nem cenas de ação: apenas a vida de um lar, crua, dividida entre a precariedade, o álcool e a violência.

O filme impacta porque soa verdadeiro. Quando lançado em 1994, comoveu tanto o público neozelandês que espectadores buscaram ajuda ao sair da sala. Um filme raro: aquele que muda algo além da tela.

A sua frase mais conhecida resume tudo. O pai de família pede seus ovos à esposa, muito calmamente. Mas todos sentem a ameaça por trás: obedecê-lo ou desencadear sua raiva. Em uma frase cotidiana, o medo se instala. Não é preciso gritar para fazer uma casa tremer. É essa tensão gelada que tornou a cena cult.

« Prepare-me ovos. »

— Jake Heke, L'Âme des guerriers

Temuera Morrison: o gentil médico da TV que virou um colosso aterrorizante

Temuera Morrison no papel de Jake Heke, L'Âme des guerriers

Antes deste papel, Temuera Morrison era mais conhecido por um personagem de médico gentil em uma novela. Muito suave para interpretar Jake Heke, o pai violento do filme. Então ele passou semanas na academia para ganhar massa e se transformar fisicamente.

O resultado superou o filme. Uma vez nas ruas, estranhos o desafiavam diretamente, convencidos de que tinham o personagem diante deles. A atuação foi tão convincente que ficou marcada nele por meses.

Este papel lançou uma carreira internacional. Alguns anos depois, Morrison entrou no universo Star Wars como Jango Fett, depois Boba Fett. Mas tudo começou aqui, em uma cozinha e com um papel que assustou um país inteiro.

Por que você deve ver (ou rever) no cinema?

Cena de L'Âme des guerriers de Lee Tamahori

Se você já viu, sabe: é um filme que fica. Assistir na telona, em versão restaurada, é sentir toda a potência que uma tela pequena não transmite. A imagem e o som renovados devolvem ao impacto sua verdadeira dimensão.

Se nunca viu, é a oportunidade perfeita. Não é preciso conhecer nada para ser cativado: o filme te pega pela mão desde a primeira cena e não solta mais. Um drama duro, sim, mas sustentado por atores incríveis, começando por Rena Owen, emocionante como mãe de família.

E não é um filme velho e empoeirado. Eleito melhor filme neozelandês de todos os tempos em uma pesquisa pública em 2014, marcou seu país como poucas obras fizeram. Na Project X Paris, não deixamos passar um encontro assim. Não perca.

Você sabia?

Ninguém acreditava no começo: o projeto foi considerado violento demais e sombrio demais para encontrar seu público. O próprio Lee Tamahori inicialmente recusou dirigir. Ele fez o filme mais importante da história do cinema neozelandês.

Um último eco para Tamahori: o relançamento que virou homenagem

Este relançamento tem um sabor especial. Lee Tamahori faleceu em 7 de novembro de 2025, aos 75 anos. Em 2 de setembro, seu primeiro filme retorna ao cinema, poucos meses após sua partida.

O diretor depois teve uma bela carreira em Hollywood, chegando a dirigir um James Bond. Mas foi este primeiro trabalho que permanece seu golpe de mestre, aquele que desencadeou tudo. O ciclo se fecha onde começou.

Assistir L'Âme des guerriers hoje é homenagear quem o dirigiu. Um filme que não perdeu sua força. Um choque que atravessa décadas.

O GOLPE AINDA VAI

Trinta e dois anos após o primeiro impacto, o choque ainda atravessa a tela. Tamahori não está mais aqui para vivê-lo conosco, mas seu impacto continua a se espalhar. Em 2 de setembro, ele retorna. Cabe a você recebê-lo de frente.

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